terça-feira, 9 de março de 2010

Mielorradiculopatia esquistossomótica / Schistosomal myeloradiculopathy

Conheça a Mielorradiculopatia Esquistossomótica, a forma mais grave e incapacitante da Esquistossomose Mansônica, através deste artigo de revisão, recomendado pelo Dr. Thiago Monção, o qual é pesquisador na área.
Autores :
Luciana Cristina dos Santos SilvaI; Pedro Ernane MacielII; João Gabriel Ramos RibasIII; Sílvio Roberto de Sousa PereiraIV; José Carlos SerufoI; Luciene Mota AndradeV; Carlos Maurício AntunesI; José Roberto LambertucciI

IServiço de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.
IIIRM/IMRAD, Belo Horizonte, MG
IIIHospital Sarah Kubitscheck, Belo Horizonte, MG
IVDivisão de Neurologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG
VServiço de Radiologia do Laboratório Hermes Pardini

RESUMO

A mielorradiculopatia esquistossomótica é a forma ectópica mais grave e incapacitante da infecção pelo Schistosoma mansoni. A sua prevalência em área endêmica tem sido subestimada. O diagnóstico baseia-se na presença de sintomas neurológicos decorrentes de lesões da medula espinhal em nível torácico baixo e/ou lombar alto, na demonstração da infecção esquistossomótica por técnicas microscópicas ou sorológicas e na exclusão de outras causas de mielite transversa. O tratamento precoce, com esquistossomicidas e corticoesteróides, mostra-se eficaz na maioria dos casos e os pacientes não tratados não se recuperam ou morrem. Não há consenso sobre doses e duração do tratamento, mas estudo recente sugere que os corticoesteróides devam ser usados por pelo menos seis meses. Como o diagnóstico é presuntivo e o tratamento essencialmente clínico, há que se manter alerta para a presença da doença, aperfeiçoar a propedêutica e, dessa forma, evitar-se a laminectomia rotineira. Com o advento da ressonância magnética da medula espinhal houve grande avanço no diagnóstico da esquistossomose medular. Como conseqüência, o número de casos de mielopatia esquistossomótica relatados tem aumentado rapidamente.

Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0037-86822004000300013&script=sci_arttext

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