domingo, 14 de março de 2010

Linfogranuloma venério - aumento na incidência sugere surto mundial da doença

O linfogranuloma venério é uma DST causada pelo agente etiológico Clamydia trachomatis, uma bactérica cosmopolita cuja presença vem sendo identificada com frequência por nós profissionais de saude. Vale a pena conferir o artigo disponível na íntegra na rede Scielo. Recomendado pelo Dr. Thiago Monção

Autores:
Bruno de Lucia HernaniI; Sidney Roberto Nadal, TSBCPII

IAcadêmico do 3º ano da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
II
Supervisor de Equipe Técnica de Proctologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

RESUMO

O Linfogranuloma venéreo (LGV) é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelos sorotipos L1, L2 ou L3 da bactéria intracelular Chlamydia trachomatis. Possui caráter endêmico em partes da África, Ásia, América do Sul e Caribe, e é rara em países industrializados. No entanto, vários casos foram diagnosticados em homossexuais masculinos, na Holanda, e desde 2004, essa doença vem sendo notificada por outros países da Europa, da América do Norte e Austrália. Esse aumento da incidência tem características de surto, e tem acometido homens brancos com menos de 35 anos que mantém relações sexuais com outros homens e apresentam infecções anorretais com diversos sintomas, que incluem dor retal, tenesmo e constipação. A maior parte dos pacientes (>70%) também está co-infectada pelo HIV. Depois das primeiras notificações, muitos países passaram a fazer buscas ativas em suas populações. Pela falta de um teste diagnóstico rápido e de uso difundido, os doentes com quadros sugestivos devem receber terapia antimicrobiana durante pelo menos três semanas. Há autores fazendo a mesma recomendação nas retites observadas durante a retoscopia, na presença de mais de 10 leucócitos por campo nas amostras colhidas com swab e nos doentes HIV-positivo.20 Acreditamos que o número de casos esteja também aumentando no Brasil e, por desconhecimento sobre a doença, a mesma não venha sendo diagnosticada. Sugerimos que a hipótese diagnóstica de LGV, seja afastada nos doentes que pratiquem sexo anal e apresentem úlceras na região ou quadros de retite.

Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802007000200017

5 comentários:

  1. Thiago, parabéns pelo Blog e pela iniciativa de postar artigos recentes sobre temas relevantes no nosso meio. Continue com essa sua vontade de sempre querer mais conhecimento e sempre atualizando o seu conhecimento. Abraços e do seu amigo e colega enfermeiro, Thiago Lopes.

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  2. essa doenca pega com sexo oral ,,e o homem transmite mais que a mulher por esperma que a mulher nao tem,,o homem pega por sexo oral,,e nao cura por antibiotico,,na europa tentam dar por seis meses,,e se pegar por sexo oral,da pneumonia sinusite,,entra nos dentes,, e causa parkison,,mas ningem nem esta ai,,por nao aparecer em exame sde rotina,,essa e a realidade.por isso infesta o mundo,,ate via emigracao africana no momento,,e sexo oral de profissionais do sexo,,e quem tem paasa pra mulher que pode ter nas trompas e ovaria o e nao transmitir;mas o homem transmite pelo esperma,,mas o sexo oral que causa mais transmissao ,e lembre se sem cura.nem doxiciclina nem nada,,ela causa muito mal.

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  3. esse e o mal do seculo,,sem tratamento por antibiotico,,mas medico para provar tem que sao tome ,tem que ver,,quando ele pegar ..vai ver,,tamo ferrado,,ninguem avisa comom sexo oral e perigoso,ok,,nao cura,, alem de dar estenose e subir para prostata e dar artrite,,profissionais do sexo que fgazem sexo oral sem camisinha sao vetores de transmissao para familias,,e se o homem pegar na boca,,tera parkison,,ok

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